Lamento que meu pai não tenha realmente se empenhado em me ensinar a tocar violão quando, aos 10 anos, eu pedi. Ele me comprou um método, me deu um violão que já não usava e esperou que eu aprendesse sozinha - afinal, ele tinha aprendido sem ajuda. Tentei um "Cai cai balão", mas sem um tutor o trabalho era bem desestimulante. Abandonei logo para apenas aos 26 anos, sozinha, resolver aprender a tocar sitar. Dessa vez deu certo - embora eu admita que já fosse velha demais para conseguir colocar a música numa posição mais central na minha vida.
Sim, o timing é fundamental: quanto mais jovem, melhor. Quanto mais jovem, mais fácil fica aprender - e, no caso, mais fácil acomodar uma possível atividade, quem sabe carreira, musical no próprio destino. Aos 26 anos eu já morava sozinha, já era formada, trabalhava... por mais que adorasse e me dedicasse, tocar sitar era bem periférico.
O partido conservador francês, quem diria, está tentando emplacar uma excelente idéia nesse sentido: tornar obrigatório o aprendizado musical nas escolas. Todo petizinho local teria que dominar um instrumento, ou aprender a cantar.
Apesar de estar consistentemente mais ligada às artes visuais do que musicais, acho que música é uma arte superior às outras: ela alcança profundidades que as demais não sondam, expressam sentimentos e informações de outra forma intangíveis.
Pretendo oferecer à minha pequenina uma oportunidade de explorar esse universo ainda na infância. Se ela vai tomar gosto pela coisa, é outra história. Mas pelo menos, se ela curtir, terá chances de colocar a música num lugar de destaque em sua vida.
Sim, o timing é fundamental: quanto mais jovem, melhor. Quanto mais jovem, mais fácil fica aprender - e, no caso, mais fácil acomodar uma possível atividade, quem sabe carreira, musical no próprio destino. Aos 26 anos eu já morava sozinha, já era formada, trabalhava... por mais que adorasse e me dedicasse, tocar sitar era bem periférico.
O partido conservador francês, quem diria, está tentando emplacar uma excelente idéia nesse sentido: tornar obrigatório o aprendizado musical nas escolas. Todo petizinho local teria que dominar um instrumento, ou aprender a cantar.
Apesar de estar consistentemente mais ligada às artes visuais do que musicais, acho que música é uma arte superior às outras: ela alcança profundidades que as demais não sondam, expressam sentimentos e informações de outra forma intangíveis.
Pretendo oferecer à minha pequenina uma oportunidade de explorar esse universo ainda na infância. Se ela vai tomar gosto pela coisa, é outra história. Mas pelo menos, se ela curtir, terá chances de colocar a música num lugar de destaque em sua vida.