sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tendo a Lua, Aquela Grávida

É, entrei mesmo em ritmo de parto.

Tudo é preparativo, tudo é expectativa.

A partir de agora, qualquer dia pode ser o primeiro dia do meu último mês de gestação.

E todas as crendices ameaçam dar pistas verdadeiras sobre quando minha filha nascerá. A maior delas é sobre a lua.

Obstetra algum sustenta que seja verdade que mais crianças nascem na virada das luas, ou na lua cheia. Mas parece que mulheres de toda parte têm exemplos assim para dar. Foi o filho de uma, a sobrinha de outra.

Talvez aconteça com quem acredita; talvez as pessoas simplesmente prestem mais atenção quando o parto coincide com uma virada de lua, ou lua cheia.

Minha fisioterapeuta já avisou, "presta atenção na lua cheia de setembro, viu?", que é exatamente quando minha gestação completa 39 semanas. Será a nona lua cheia desde a concepção da bebéia, dia quentíssimo segundo o mulherio do escritório - 23 de setembro.

Eu, mesmo em geral muito cética, já estou under the influence do palpite. Caso se concretize, a bebéia nascerá libriana fronteiriça com Virgem, conforme aposta um titio dela.

Seria mais um mês e dez dias, e eu já estou tão pesada! Um suplício dormir confortavelmente, inchaços praticamente inevitáveis. Dá vontade dela nascer logo, ao mesmo tempo em que desejo que ela fique na barriga o máximo de tempo possível, para que se desenvolva completamente.

É esperar pra ver nascer.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Divinha

De todas as milhares de criancinhas que tenho visto em sites de gestantes e blogs de bebês, foi por essa garotinha aí de cima, que aparece em segundo plano numa foto, que eu desenvolvi obsessãozinha.

Gostosa!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Um Parto

As pessoas não têm muita vergonha de perguntar se eu vou parir normal ou fazer cesária - mas muitas arregalam os olhos quando digo que sim, vou tentar normal. Mulheres que já tiveram filhos exclamam "Ai, não tive coragem!", e explicam que preferiram marcar logo uma cirurgia a enfrentar a dor. De forma nenhuma as condeno: eu mesma estava inclinada a abrir a barriga no início da gravidez, mas fui dissuadida pela minha obstetra. É uma ingenuidade romantizar um trabalho de parto e achar que a dor é suportável, só porque é uma "dor boa", que está ajudando a trazer o bebê ao mundo. Dor é dor, e a do parto está entre uma das mais lancinantes da história da medicina.

Só que estamos no século XXI, e parto normal se faz com anestesia. Pelo menos aqui no Brasil, parturientes da rede particular de hospitais são tratadas com piedade e ganham aquela dose amiga de epidural lá pelo quinto centímetro de dilatação. Fora daqui, nos Estados Unidos e Europa, a maioria esmagadora dos partos é à sangue frio - quando não são as prórpias futuras mamães que aderem à moda do parto em casa. Uma amiga que morou em Amsterdam e hoje vive em Londres disse que todas suas conhecidas se arrependeram amargamente da idéia: "Em casa, nunca mais!", dizem elas, traumatizadas.

Minhas amigas que enfrentaram o parto vaginal alegam que "foi a melhor coisa" que fizeram, apesar dos desconfortos (até a anestesia poder ser aplicada, sente-se um bocado de contrações, sem contar com as horas de ansiedade em trabalho de parto e a força descomunal que é preciso fazer para ajudar a expulsar o bebê). Mesmo assim, é a boa: escapa-se de um mês de pós-operatório dolorido e debilitante, aciona-se um monte de hormônios que ajudam a produzir leite e retrair o útero pro tamanho normal. Além disso, os pulmõezinhos anfíbios do bebê são ativados ao passar pelo canal, eliminando líquido amniótico. Parto normal pode ser bárbaro e aterrorizante, mas não consigo resistir ao fato de que é um sistema perfeito para duas vidas que (re)começam, a da mãe e do filhote.

Trêmula, encararei de bom grado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Matryoshkas Dominando!


Tem sempre aquele drama sobre o quartinho do bebê, de que cor vai ser, se vai ter tema.

Depois que um tio da bebéia trouxe de viagem para ela um set de espelhinhos em forma de matryoshkas e que minha mãe resgatou os dois conjuntos de bonequinhas russas que meu avô havia me dado quando eu era pequena, não restaram dúvidas!

Pra reforçar o tema, uma grande amiga, que borda maravilhosamente, está fazendo um enxoval todo de matryoshkas, que inclui lençóis e protetor de berço e de carrinho.

A vovó da bebéia também não se contece e ontem comprou um vestidinho estampado com bonequinhas étnicas, entre elas matryoshkas.

*

Ontem, aliás, foi o grande dia de compras para a chegada da bebéia. Peguei uma lista de enxoval sugerido por uma amiga e fui à luta com minha mãe. Agora só falta mesmo é decorar o quartinho e deixar a mala da maternidade arrumada, de prontidão.

Mas não é pra nascer agora, filha! Vamos esperar no mínimo mais cinco semanas, tá bem?

domingo, 1 de agosto de 2010

Hoje

Hoje seu pai sonhou com você. Disse que você fazia altas acrobacias na minha barriga. Esta noite tive um pouco de insônia, pois já é um pouco difícil encontrar uma boa posição pra dormir, mas acho que você não estava nem aí. Acho que dormia profundamente, nem se mexeu. Numa dessas tentativas esforçadas de adormecer, acabei parando em algum lugar entre o sono e a vigília e então também tive uma visão de você. Do seu rostinho, que já me causa tanta curiosidade. Olho para as suas roupinhas penduradas no armário e já sinto tanta saudade de você, tanta vontade de vê-la dentro de uma delas e abraçar você nos meus braços e te alimentar, e te fazer dormir.
Está tudo tão perto de acontecer.
Hoje entro no oitavo mês de gestação. Hoje também entramos em agosto. Quando perguntarem quando você nasce, já posso responder:
- Mês que vem!