Mulheres são, desde cedo, direcionadas para a idéia da maternidade. Pesquisadores do comportamento infantil, então, vão além: eles juram que meninas procuram instintivamente a boneca - como se, mesmo antes dos hormônios entrarem em ação, elas já levassem gosto pela coisa.
Só que com o passar do tempo essas coisas podem mudar. Nem sempre eu quis ser mãe: nos últimos anos, cada vez mais acostumada com minha autonomia (fui morar sozinha, feliz da vida, aos 21) eu estanhava muito abrir mão de uma vida livre e fabulosa para cuidar de um bebê.
Estamos no século XXI mas ainda hoje mulheres que pensam dessa forma são muito julgadas. Provavelmente eu mesma esteja sendo julgada por assumir ter sido assim. Mas não há nada de errado com mulheres como nós! Não há nada de errado com mulher nenhuma, quer tenha ela nascido para ter uma superninhada, quer tenha ela nascido para viver apenas as delícias da autonomia. Erradas estão aquelas que não refletem sobre a condição feminina e se entregam à maternidade simplesmente para cumprir um papel social.
Bem: hoje, com o Gergelim na barriga (ele tem o tamanho de um gergelim, minha gente!) tenho certeza de que a maternidade sempre esteve comigo até quando eu não estava com ela; e tenho certeza de que meu grande terror - ser abduzida pelo papel de mãe e perder minha identidade, minha singularidade - não vai rolar. Not gonna happen. Na real é o Gergelim que está condenado a uma vida fabulosa! O quarto dele vai ter minha arte nas paredes e seu papai já mandou avisar que ele vai ouvir muito The Smiths!
Só que com o passar do tempo essas coisas podem mudar. Nem sempre eu quis ser mãe: nos últimos anos, cada vez mais acostumada com minha autonomia (fui morar sozinha, feliz da vida, aos 21) eu estanhava muito abrir mão de uma vida livre e fabulosa para cuidar de um bebê.
Estamos no século XXI mas ainda hoje mulheres que pensam dessa forma são muito julgadas. Provavelmente eu mesma esteja sendo julgada por assumir ter sido assim. Mas não há nada de errado com mulheres como nós! Não há nada de errado com mulher nenhuma, quer tenha ela nascido para ter uma superninhada, quer tenha ela nascido para viver apenas as delícias da autonomia. Erradas estão aquelas que não refletem sobre a condição feminina e se entregam à maternidade simplesmente para cumprir um papel social.
Bem: hoje, com o Gergelim na barriga (ele tem o tamanho de um gergelim, minha gente!) tenho certeza de que a maternidade sempre esteve comigo até quando eu não estava com ela; e tenho certeza de que meu grande terror - ser abduzida pelo papel de mãe e perder minha identidade, minha singularidade - não vai rolar. Not gonna happen. Na real é o Gergelim que está condenado a uma vida fabulosa! O quarto dele vai ter minha arte nas paredes e seu papai já mandou avisar que ele vai ouvir muito The Smiths!