quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Signo

Acho que todos aqui sabem da minha fixação por astrologia. Às vezes eu me esqueço do nome da pessoa, mas jamais de seu signo. Então é evidente que, assim que calculei a provável data do nascimento do Gergelim, fui logo no meu site de mapa astral preferido para espiar qual será a disposição do céu caso ele nasça em 27 de setembro mesmo.
Confesso que não curti muito: estão previstas umas oposições e quadraturas que me incomodaram um pouco. Então olhei pros céus de uns dias antes e uns dias depois - o bebê pode nascer com alguns dias de antecedência ou atraso - e não fazia muita diferença. Decidi mandar um e-mail pro meu astrólogo: se eu pudesse escolher o dia do nasicmento do meu filho, que dia ele recomendaria? Então recebi uma lição que mudou para sempre a forma com que eu lido o assunto:

O melhor astrólogo é a natureza. Deixe que ela sinalize que o bebê esteja pronto para nascer e que o médico decida, assim a criança virá ao mundo sob o céu que melhor lhe corresponde.

(...)

O mapa astral não é a origem das facilidades ou dificuldades, apenas seu espelho. A facilidade e a dificuldade são imagens invertidas uma da outra, no mesmo espelho vazio do cosmos.

No extremo da ordem nasce a semente da desordem: depois que vc arrumar inteiramente a casa, a primeira coisa que irá acontecer e ela se desarrumar, da mesma forma que a Lua Cheia, no máximo de sua plenitude, começa a se esvaziar. Não há como ter um polo sem o outro e todas as facilidades vão se transmutar em dificuldades e vice-versa.

Nunca interferi em nenhum nascimento, nem de meus filhos.

Sobre tudo isso, uma vez escrevi o que segue:

O nada, nada no todo
O todo, está cheio de tudo,
O tudo, está todo no nada
Contudo e todo estudo,
Nada se encontra no todo
Que não seja parte de tudo
E todo cheio de nada.

Pode ser um virginiano ou um libriano na parada - tanto faz. Tanto faz o céu também. Nascendo num signo ou noutro, significará apenas que chegou bem!