segunda-feira, 28 de junho de 2010

Encheção de Saco

Nem sempre aquela atenção recebida em altas doses durante a gravidez é agradável. Um dos maiores pés no saco é todo mundo julgando o tamanho da sua barriga: ou tá muito grande ou muito pequena. Nunca agrada. No meu caso, para alguns chatos de plantão, tá grande demais.

"Noooossa, só seis meses?", questionam os pentelhos. Sim, só seis meses, e com ganho de peso em sete quilos até agora - padrão de excelência para qualquer gestação. Ou seja, nem é gordura, é bebê.

Eu tô adorando ver minha barriga crescer. Acho que estaria meio desapontada se ela não tivesse redonda como o ovo de páscoa que parece ser! E adoro quando as pessoas curtem isso, adoro quando comentam com carinho e tal. Mas não é todo mundo que sabe fazê-lo.

Hoje um sujeito do meu trabalho começou com o papo de um jeito estranho, como se existisse alguma coisa de errado com o tamanho da minha barriga. Respirei fundo e pacientemente expliquei que seis meses não é pouquinho e que a bebéia já tem cerca de 34 centímetros - ou seja, precisa existir uma barriga considerável. Que a médica disse que minha pança está super dentro do tamanho normal e que minha mãe também ficou barrigudona quando o feto era eu. Sem contar que, se a barriga estivesse de fato tão absurda, eu não estaria usando um vestido que comprei muito antes da gestação. Espírito de porco, o palhaço não se abalou: "Tem certeza de que só tem um bebê aí?"

Minha maior decepção foi não ter tido a presença de espírito de perguntar para ele se ele, como aquele barrigão, é que não estava grávido de gêmeos! Mas tenho certeza de que não vai faltar oportunidade!

Outra encheção é repetir, in a daily basis, sempre para as mesmas pessoas, que a bebéia nasce em setembro. "Quando nasce?", "Em seteeeeeeeembro". Eu já nem escondo a cara de saco-cheio.

Nem sempre muita atenção é boa atenção. Bando de malas!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Rapaz Perdoa Mãe Biológica que o Abandonou em Hospital

O moço tem 23 anos e é argentino. Lançou uma campanha no Facebook, apoiado pelos pais adotivos, para localizar a mãe biológica - e conseguiu!

Quando a encontrou pessoalmente, ela pediu desculpas por tê-lo abandonado. Ele disse aos jornalistas: "Eu queria agradecer porque ela me deixou nascer, não me abortou. Ela me manteve vivo durante os sete meses da gravidez" (leia mais aqui).

Essa história me comoveu de duas formas.

A primeira, pela doçura do rapaz. Seria absolutamente compreensível se, ao contrário, ele sentisse raiva ou desprezo pela mãe, mas não: ele agradeceu a ela por ter lhe dado a chance de viver.

A segunda, exatamente pelo poder e responsabilidade das mulheres na decisão de gerar ou interromper a vida. Acredito que as mulheres devam ter direito de escolher se levarão uma gravidez adiante ou não, mas é fundamental manter em perspectiva que aquela vida que ela está gerando é um filho em potencial, que depende inteiramente dela para continuar existindo.

Há alguns anos uma amiga muito querida engravidou. O namorado a princípio incentivou a gravidez, mas pareceu mudar de idéia quando ela confirmou a concepção. Ele se isolou e ela se sentiu muito triste e sozinha, e considerou interromper a gestação. Embora eu seja pró-escolha, disse a ela: "A única chance que esse embriãozinho aí dentro tem de sobreviver é você deixá-lo crescer e nascer; é pensar e decidir como mãe". Não dava para deixar a postura covarde do pai ser tão poderosa a ponto de interromper uma gravidez que a princípio era desejada!

Minha amiga enfrentou, sozinha, muitas outras atitudes mesquinhas do sujeito, que estava com ela sem estar. Mas fiquei muito, muito orgulhosa dela por ser muito maior do que isso e parir seu filhote lindo nove meses depois!

Quanto mais jovens, mais os filhos dependem das mães para viver: precisam ser amamentados, limpos, protegidos. Mas a dependência mais vital de todas acontece antes mesmo de nascerem: precisam que suas mães decidam se continuarão existindo.

Alerta: BPA

Acabo de me dar conta de que ainda não mencionei por aqui um assunto que tem sido super relevante nos preparativos para receber minha filhota: mamadeiras e chupetas sem BPA.

BPA (ou bisfenol A) é uma substância tóxica presente em plásticos, inclusive tupperwares e artigos para bebês. Acredita-se que ele pode causar várias doenças, como câncer. Nos EUA e na Europa, muitas marcas, especialmente de mamadeiras e chupetas, já possuem linhas BPA-Free, mas aqui no Brasil o assunto só começou a ser abordado recentemente e ainda é superdifícil de encontrar.

Pedi para uma das vovós genéricas da bebéia trazer mamadeiras e chupetas BPA-Free de Nova York, e ela disse que os americanos levam o assunto tão a sério que já nem existem artigos para bebês com BPA. Ela trouxe várias mamadeiras e chupetas incríveis, e aqui vai meu beijão para ela! Muáh, querida!

As gestantes também precisam se precaver, porque o BPA pode atravessar a placenta e já contaminar o feto. Então é importante limitar o uso de potes plásticos no dia-a-dia, e evitar esquentá-los, porque altas temperaturas liberam mais BPA ainda.

Saiba mais sobre os riscos do BPA nesta matéria do Telegraph (em inglês).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Melissa Vivienne Westwood para Bebéias


Vou voltar a usar Melissa só pra fazer parzinho com a minha filhota. MIMO!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hello Stranger

Engraçado dizer isso, mas ainda não conheço minha filha. Não pessoalmente, apesar dela estar dentro de mim. Só a conheço por ultrassom e movimentos - não dá pra dizer que se conhece alguém através de foto ou esbarrão. Então: não conheço minha filha.

A primeira coisa que vou dizer a ela quando encontrá-la é "Oi fiiiiiilha, benvinda ao mundo! Eu sou a sua mãe". Acho que nesse momento vou me sentir meio que cicerone dela no planeta Terra.

E como cicerone, vou quebrar a cabeça para conhecer minha hóspede, entender do que ela gosta e como ela funciona. Vou precisar explicar pra ela como é que são as coisas na vida, desde a troca de fraldas até o banho de banheira.
Mais tarde suas dúvidas ficarão mais sofisticadas e precisarei explicar que a vida é composta de coisas muito boas e muito ruins - uma coisa muito boa para cada coisa muito ruim, porque tem que dar novesfora zero. E que a idéia é tentar ficar sempre do lado das coisas boas e se proteger das ruins.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Picolé do Aquecimento Global



Conscientizando de um jeitinho um pouco traumático!

Lésbicas: Pré-Selecionadas para Serem Melhores Mães!

Agora deu uma ponta de invejinha! Hahahaha!

Uma pesquisa desenvolvida com 84 famílias americanas ao longo de 17 anos revelou que filhos de casais de lésbicas podem se desenvolver melhor do que os de casais heterossexuais:

Ao longo dos anos, os cientistas constataram que elas tinham mais confiança, autoestima, melhor desempenho escolar e eram menos agressivas do que algumas crianças filhos de heterossexuais.

(...)

Eles afirmam que lésbicas estimulam seus filhos a lidar com o preconceito e a diversidade. Além de abordar com mais naturalidade temas como sexualidade e tolerância. “Essas mães devem educar seus filhos a partir de uma visão positiva e afirmativa sobre os diferentes modelos familiares e prepará-los para lidar com o preconceito”, diz Borges.

Pais héteros tem o que aprender com elas, hein?

Mais no site da Crescer.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

25 Semanas

Tecnicamente, da 24a para a 25a semana, o feto pula de 29 para 33, 34 centímetros. Isso explica o crescimento quase instantâneo da minha barriga na última semana! Os sites de acompanhamento de gravidez informam que agora meu útero está do tamanho de uma bola de futebol: viva a Copa do Mundo, hahahaha!

A bebéia se mexe praticamente o dia todo, com intervalos de uma ou duas horas, que é quando ela deve tirar uma soneca. Durante a noite, acordo de três a quatro vezes para fazer xixi e ela nunca se movimenta. Espero que seja sinal de que ela gosta de dormir a madrugada inteira!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Atenção

Desde pequenas a maior parte das meninas imagina como é ficar grávida. É um tal de enfiar almofada embaixo da camiseta, e o parto?, o parto é o simples ato de tirá-la dali! Mais velhas, as fantasias passam a ser mais realistas, mas ainda assim existe um enorme abismo entre o que se espera da gravidez e a gravidez propriamente dita.

Antes de experimentar uma gestação, nosso imaginário se pauta pelas emoções que sentimos quando estamos na presença de uma mulher grávida. Gestantes são facilmente identificadas numa multidão e em geral atraem alguns segundos a mais de olhares do que o resto. Na maior parte das vezes nos mobilizamos para proporcionar bem-estar a elas, mesmo que não as conheçamos (ok, talvez não se você estiver na Inglaterra!). No ambiente social ou de trabalho, elas se tornam criaturas especiais que geram sempre alguma curiosidade. Tive uma vez uma estagiária grávida, e sua presença, mesmo que corriqueira, era diferente de antes dela conceber. Grávidas tem esse je ne sais quoi.

Pois então: uma das maiores fantasias sobre estar grávida é a respeito da atenção que se ganha. Quer dizer, a atenção, sempre massiva, está lá: é você que rapidinho não está nem aí pra ela. A gente pensa em como vai ser gostoso receber paparico extra durante a gravidez, mas essa é uma das primeiras coisas que deixam de ter importância.

Porque muitas, muitas outras coisas são mais importantes e emocionantes. Nossa atenção deixa de recair sobre a atenção recebida e se desloca para a vida que muda ao gerar outra vida. Uma vez que a percepção do mundo se transforma a partir do teste positivo de gravidez, é de se esperar que as expectativas anteriores se tornem cada vez mais inexatas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Por Favor, Ceda o Lugar

Gestantes inglesas estão sendo deixadas em pé em transportes públicos cheios porque o povo que está sentando teme confundi-las com mulheres gordas e passar vergonha, diz o Telegraph. Quatro em cinco grávidas afirmam que já viajaram em pé durante todo o trajeto, sem que ninguém tenha cedido um acento para elas!

A minha barriga de grávida é bem redonda, então nunca passei por isso: sempre tem alguém que me dá o lugar, que eu ocupo agradecendo muito. Cada entrada num ônibus ou metrô é uma tensão, porque a barriga compromete muito o equilíbrio e é a primeira parte do corpo que sai batendo pelos cantos. Mas já vi uma menina gravidíssima no metrô ficar em pé enquanto dois garotões saudáveis ocupavam os acentos especiais na frente dela. Dá vontade de largar a mão na cara dessa gente!

O governo inglês pretende distribuir adesivos "Baby on Board" para identificar as gestantes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sofia, o Nome Mais Comum dos Últimos Tempos

Não é só no Brasil não: Sofia (e variações) é o nome de menina que mais aparece nas listas dos dez nomes mais comuns de vários países (2007/ 2008)!

Está em primeiro lugar na Alemanha, Argentina e Escócia; segundo no Brasil, EUA, Canadá e Nova Zelândia; terceiro na Finlândia e Itália; quarto na Holanda; quinto no Chile, Hungria e Irlanda; sexto no Reino Unido; sétimo na Áustria e Ucrânia; oitavo na Austrália; e décimo na Noruega, Polônia, Rússia e México.

Sofia pode ser também Sophia, Zofia, Sofie, Sophie, Zsófia...

É um nome lindo! Mas fico pensando nos fatores que levam um determinado nome a ser tão popular mundo afora numa determinada época.

Nem tão misterioro quanto isso é entender o que se passa na mente do povão que ama enfiar um Y no nome da filha ou não resiste a uma terminação em "son" para o filho. Esta matéria é bastante reveladora: explica que estrangeirismos relacionados a nomes anglo-saxões estão relacionados ao desejo de que o filho pareça mais importante e tenha melhores oportunidades na vida. Fiquei chocada com um trecho em especial:

Um cartório paulistano preparou uma lista de 17 variações de Stéphanie para ajudar pais que queiram "sofisticar" o nome das filhas.
Deve ter Stéphanie começando com C ao invés de S!

Sou super a favor de procurar um nomezinho diferente pro rebento, mas há (muitos) limites, né?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Lícia

Penso em doces na mesma proporção que rapazes adolescentes pensam em sexo: milhares de vezes por dia. E, da mesma forma que eles, existe um abismo entre idéia e prática, ou seja, penso muito mas não como nunca! Ou muito raramente.

A pole-position dos meus desejos têm sido Haagen-Daas (pote de 400ml todo pra mim, claro) e crepe de nutella ou doce-de-leite com coco. Embora o acesso a essas delícias seja facílimo (passo diante de geladeiras de Haagen-Daas duas vezes por semana, a cada ida ao mercado; e uma lanchonete da minha rua entrega ambos os sabores de crepe em casa), não cedi nenhuma vez a nenhuma dessas maravilhas desde que engravidei.

Gestantes costumam dar-se o direito de usar pantufas de jaca no quesito comida, mas eu nunca fui exatamente magra e morro de medo de não conseguir perder o chamado baby weight depois que minha filhota nascer. E assim sigo eu, sempre na contramão das tendências.

Durante a gravidez ganha-se peso num piscar de olhos. Mas o metabolismo está aceleradíssimo (bem, o meu está) e um diazinho de controle e boa caminhada na praia consegue até corrigir eventuais exageros. Mas tem vezes que não adianta: o bebê cresceu, há mais sangue circulando, mais líquido amniótico, etc, e o ganho é legítimo.

Atenta, tento distingüir o que é peso real e o que foi exagero. Até agora minha obstetra não identificou nenhuma mancada.

Os seios e a barriga já chutaram a maior parte do meu guarda-roupa original pra escanteio, mas aos 5 meses e meio ainda uso vestidinhos soltos de antes da gravidez. Meu termômetro maior são as mangas de tecido, que ainda me vestem como antes, sem apertar os braços. Pode ser realmente que o ganho de peso até agora não tenha gerado gordura residual.

Amém, pessoal. É uma pequena luta a cada pensamento com recheio de chocolate...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mulher Passa 20 Dias em Trabalho de Parto

Dá pra imaginar uma coisa dessas?

Mas isso não é o pior: ela estava com apenas cinco meses e meio de gravidez quando seu filho nasceu! É como se minha bebéia resolvesse nascer hoje - ela estaria com meio quilo, 29 centímetros e menos de 20% de chances de sobreviver.

Amy Buck, 17, é inglesa e sua gravidez apresentava problemas desde a 15a semana. De 4 para 5 meses ela deu entrada no hospital com cólicas, mas os médicos disseram que era normal. Amy então passou a sentir cada vez mais cólicas, contrações e dores suportáveis. Ficava muito de cama. Depois de 15 dias, deu entrada novamente no hospital e dessa vez os médicos entenderam que ela já estava em trabalho de parto desde a vez anterior!

Amy ficou internada por mais 5 dias, tomando remédios para evitar o nascimento do bebê. Não adiantou. Mesmo assim ele se agarrou às suas poucas chances de sobrevivência e tudo deu certo! O pequeno Daniel acaba de completar um aninho.

Detalhes no Daily Mail ( em inglês).