sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Lícia

Penso em doces na mesma proporção que rapazes adolescentes pensam em sexo: milhares de vezes por dia. E, da mesma forma que eles, existe um abismo entre idéia e prática, ou seja, penso muito mas não como nunca! Ou muito raramente.

A pole-position dos meus desejos têm sido Haagen-Daas (pote de 400ml todo pra mim, claro) e crepe de nutella ou doce-de-leite com coco. Embora o acesso a essas delícias seja facílimo (passo diante de geladeiras de Haagen-Daas duas vezes por semana, a cada ida ao mercado; e uma lanchonete da minha rua entrega ambos os sabores de crepe em casa), não cedi nenhuma vez a nenhuma dessas maravilhas desde que engravidei.

Gestantes costumam dar-se o direito de usar pantufas de jaca no quesito comida, mas eu nunca fui exatamente magra e morro de medo de não conseguir perder o chamado baby weight depois que minha filhota nascer. E assim sigo eu, sempre na contramão das tendências.

Durante a gravidez ganha-se peso num piscar de olhos. Mas o metabolismo está aceleradíssimo (bem, o meu está) e um diazinho de controle e boa caminhada na praia consegue até corrigir eventuais exageros. Mas tem vezes que não adianta: o bebê cresceu, há mais sangue circulando, mais líquido amniótico, etc, e o ganho é legítimo.

Atenta, tento distingüir o que é peso real e o que foi exagero. Até agora minha obstetra não identificou nenhuma mancada.

Os seios e a barriga já chutaram a maior parte do meu guarda-roupa original pra escanteio, mas aos 5 meses e meio ainda uso vestidinhos soltos de antes da gravidez. Meu termômetro maior são as mangas de tecido, que ainda me vestem como antes, sem apertar os braços. Pode ser realmente que o ganho de peso até agora não tenha gerado gordura residual.

Amém, pessoal. É uma pequena luta a cada pensamento com recheio de chocolate...