O moço tem 23 anos e é argentino. Lançou uma campanha no Facebook, apoiado pelos pais adotivos, para localizar a mãe biológica - e conseguiu!
Quando a encontrou pessoalmente, ela pediu desculpas por tê-lo abandonado. Ele disse aos jornalistas: "Eu queria agradecer porque ela me deixou nascer, não me abortou. Ela me manteve vivo durante os sete meses da gravidez" (leia mais aqui).
Essa história me comoveu de duas formas.
A primeira, pela doçura do rapaz. Seria absolutamente compreensível se, ao contrário, ele sentisse raiva ou desprezo pela mãe, mas não: ele agradeceu a ela por ter lhe dado a chance de viver.
A segunda, exatamente pelo poder e responsabilidade das mulheres na decisão de gerar ou interromper a vida. Acredito que as mulheres devam ter direito de escolher se levarão uma gravidez adiante ou não, mas é fundamental manter em perspectiva que aquela vida que ela está gerando é um filho em potencial, que depende inteiramente dela para continuar existindo.
Há alguns anos uma amiga muito querida engravidou. O namorado a princípio incentivou a gravidez, mas pareceu mudar de idéia quando ela confirmou a concepção. Ele se isolou e ela se sentiu muito triste e sozinha, e considerou interromper a gestação. Embora eu seja pró-escolha, disse a ela: "A única chance que esse embriãozinho aí dentro tem de sobreviver é você deixá-lo crescer e nascer; é pensar e decidir como mãe". Não dava para deixar a postura covarde do pai ser tão poderosa a ponto de interromper uma gravidez que a princípio era desejada!
Minha amiga enfrentou, sozinha, muitas outras atitudes mesquinhas do sujeito, que estava com ela sem estar. Mas fiquei muito, muito orgulhosa dela por ser muito maior do que isso e parir seu filhote lindo nove meses depois!
Quanto mais jovens, mais os filhos dependem das mães para viver: precisam ser amamentados, limpos, protegidos. Mas a dependência mais vital de todas acontece antes mesmo de nascerem: precisam que suas mães decidam se continuarão existindo.
Quando a encontrou pessoalmente, ela pediu desculpas por tê-lo abandonado. Ele disse aos jornalistas: "Eu queria agradecer porque ela me deixou nascer, não me abortou. Ela me manteve vivo durante os sete meses da gravidez" (leia mais aqui).
Essa história me comoveu de duas formas.
A primeira, pela doçura do rapaz. Seria absolutamente compreensível se, ao contrário, ele sentisse raiva ou desprezo pela mãe, mas não: ele agradeceu a ela por ter lhe dado a chance de viver.
A segunda, exatamente pelo poder e responsabilidade das mulheres na decisão de gerar ou interromper a vida. Acredito que as mulheres devam ter direito de escolher se levarão uma gravidez adiante ou não, mas é fundamental manter em perspectiva que aquela vida que ela está gerando é um filho em potencial, que depende inteiramente dela para continuar existindo.
Há alguns anos uma amiga muito querida engravidou. O namorado a princípio incentivou a gravidez, mas pareceu mudar de idéia quando ela confirmou a concepção. Ele se isolou e ela se sentiu muito triste e sozinha, e considerou interromper a gestação. Embora eu seja pró-escolha, disse a ela: "A única chance que esse embriãozinho aí dentro tem de sobreviver é você deixá-lo crescer e nascer; é pensar e decidir como mãe". Não dava para deixar a postura covarde do pai ser tão poderosa a ponto de interromper uma gravidez que a princípio era desejada!
Minha amiga enfrentou, sozinha, muitas outras atitudes mesquinhas do sujeito, que estava com ela sem estar. Mas fiquei muito, muito orgulhosa dela por ser muito maior do que isso e parir seu filhote lindo nove meses depois!
Quanto mais jovens, mais os filhos dependem das mães para viver: precisam ser amamentados, limpos, protegidos. Mas a dependência mais vital de todas acontece antes mesmo de nascerem: precisam que suas mães decidam se continuarão existindo.