quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

É Menina!


"Feminino", diz o exame de sexagem fetal, com 99% de acerto. Então a princípio é isso, vou dar uma garotona pro mundo! Estou I-DI-O-TA!

Menina era o palpite da minha sogra e do meu pai, que deu brados de alegria quando soube.

Engraçado que instintivamente, quando eu falava com os meus botões, me pegava me referindo ao bebê no feminino...

Eu e o amado estamos completamente bobos com a notícia. Ele está especialmente escorpiano: de repente aflorou um ciúme e um senso de proteção que eu desconhecia...!

Nossa bebê fará parte de um círculo social infantil totalmente de menininhos, com exceção da filha de um casal amigo nosso. Uma das vovós genéricas já murmurou que ela está "prometida" pro netinho dela, hahahahaha!

É uma honra sem tamanho gerar e criar uma mulher para o mundo!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O X (ou Y) da Questão

Quinta passada fui ao laboratório tirar sangue pro exame de sexagem fetal. É um exame que determina o sexo do feto já na oitava semana de gravidez, antes mesmo do ultrassom. Semanas depois da fecundação, o feto libera plasma para a mãe: se houver cromossomo Y na minha corrente sangüínea é porque é menino; caso contrário, é menina.

Antigamente achava superlegal casais que conseguem vencer a curiosidade e chegar ao parto sem saber o sexo do bebê. Só que existe o perigo da expectativa frustrada, que criança nenhuma no mundo merece: sempre tem um pai ou uma avó certos de que você é uma menina e você nasce menino! O momento do nascimento, que na minha cabecinha romântica deve ser de total alegria, ganha um contorninho de desapontamento. Então eu quero confirmar (ou frustrar) logo a maioria de pessoas que acha que o Gergelim é uma menina, para dar tempo de todo mundo se acostumar com a idéia caso ele seja menino, e recebê-lo cheios de festa quando ele sair da minha barriga, daqui a sete meses.

E tem outro motivo pelo qual eu digo que sexagem fetal não é perfumaria, que vai muito além da definição da cor do enxoval do rebento. Para nós, pais de primeira viagem, descobrir o sexo ajuda a definir o passo que nossas vidas vão tomar quando o bebê nascer. Seremos pais de um menino, cheios de bonecos performáticos, times de futebol e amiguinhos atacados? Ou de uma menina, vidrada na Barbie, na Pucca e delicadezas em geral?

Saber qual o tom em que vamos operar pelo resto da vida ajuda muito na construção dos pais que seremos.

A Escolha do Nome

Você passa a vida achando que o seu filho vai se chamar isso ou aquilo, até que você esbarra num obstáculo que pode pôr tudo a perder: o veto do pai. E vice-versa.

Sem contar com os foras que você está sujeito a escutar quando sugere algum nome: “não é nome pra gato, meu amor”. Ou “not gonna happen!”

É uma das primeiras grandes negociações envolvendo o bebê. Sua mente romântica e narcísica entende que é um sonho a dois envolvendo um terceiro, e que por isso é também muito importante não o expor à crueldade das crianças dos outros na escola. Ou seja, até pirralhos FDP precisam ser levados em consideração, quando eles não merecem nenhuma!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Os Vários Pratos da Balança

Confirmado: semana que vem estendo meu bracinho pra tirar um pouco de sanguinho pro exame de sexagem. Não tenho preferência por menino ou menina: ambos serão fonte de alegrias e preocupações:

MENINO
PRÓS: engraçados, sem frescuras, oportunidade de criar um homem que preste, conhecer melhor a natureza masculina
CONTRAS: demoram mais pra aprender a usar o banheiro, vivem se ralando, mais sucetíveis a brigas e acidentes, namoradas(os) piriguetes e/ ou interesseiras(os)

MENINA
PRÓS: enfeitar com toda sorte de babados e lacinhos, uma melhor amiga, exercício mais profundo de feminilidade
CONTRA: relacionamento mais complexo com a mãe quando crescem, vítimas potenciais de covardias diversas, namorados(as) salafrários(as)

Mais ou menos isso.

Os maiores prós e maiores contras, no entanto, sempre servem pros dois sexos:

PRÓS GERAIS: descobrir um amor nunca antes sentido (auto-explicativo, ou subjetivo demais pra explicar)

CONTRAS GERAIS: descobrir dores nunca antes sentidas (que eles sofram crimes, acidentes, preconceitos, abusos emocionais e dificuldades desencadeadas por políticas internacionais imbecis e pela crise ambiental/ aquecimento global)

A gente padece no paraíso antes deles nascerem, né?

Nasceu o Bebê do Casal Oráculo

Ontem à noite rolou o parto do único casal gravidinho próximo a mim.
É incrível como o nascimento de um bebê afeta quem está grávido! Foi mais intenso do que quando amigas próximas tiveram seus filhos. E olha que eu, superenjoada, não cheguei a ir até a maternidade.
O amado, no entanto, foi. Ele iria mesmo que nós não estivéssemos grávidos, porque ele adora o casal (nós adoramos!) e é sempre super participativo nos momentos importantes da vida de quem ele gosta. Além disso, ele pôde conhecer a maternidade, que vai ser a que nós daremos à luz ao Gergelim, e testemunhar um pouco do que um pai passa na chegada da cegonha. Amado voltou pra casa superemocionado, mostrando as fotos do pai segurando o bebê - o próprio Rei Leão!
Já eu demorei muito pra pegar no sono. Ficava imaginando que àquela hora a Gravidinha devia estar na sala de cirurgia, que ia dar tudo certo, enfim: desenrolei um filminho na minha cabeça e desejei todas as maravilhas para ela e o bebê.
Aliás, o casal já avisou que nos convidará para sessões de puericultura com o novo filhotinho, onde aprenderemos a trocar fraldas, dar banho e outros cuidados básicos. O bebê que nasceu ontem é seu terceiro filho, então eles são uma referência bem forte para nós. São o casal Oráculo! Sem a consultoria deles, teremos muito mais dificuldade para responder às charadas que a esfinge Gergelim vai nos apresentar!

Embrião Também É Ser Humano

Acabei de ler no site da maternidade que o embrião já começa a se mexer na terceira semana!

Eu achava que o Gergelim, que está na sétima, ainda era um negocinho paradão e inconsciente. Que nada! Ele super se mexe!, ainda que involuntariamente. A diferença é que a mãe só começa a sentir o bebê se mexendo bem mais tarde, na fase fetal.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Corpo (ou Só Ivete Liberta)

O corpo é uma arena de conflitos na maioria das culturas; no ocidente, a apreensão sobre o corpo afeta especialmente as mulheres. Surpreendentemente, a medida em que, no decorrer do século XX, as correntes afrouxaram em relação ao recato (saias mais curtas, decotes mais abertos) e à sexualidade (o fim da virgindade como obrigação moral, a exploração do prórpio prazer), elas apertaram como nunca em relação à sua forma. A mulher estava livre para usar biquíni e buscar seus orgasmos - mas não sem pagar o preço da obediência a um padrão quefreqüentemente destrói sua auto-estima. Que liberação feminina é essa, que de um lado dá e do outro tira?
É lógico que não se trata de um plano conscientemente arquitetado por um punhado de misóginos da Wall Street. São movimentos de subjetividade coletiva, muito amplos, administrados por todos nós, que denunciam nossa extrema dificuldade em lidar com o corpo, em especial com o da mulher. Agora que estou grávida, e sou principalmente corpo, estou bem mais sensível a essas questões.
Contudo, curiosamente, de uma maneira positiva. De repente minhas formas generosas, que ao longo dos últimos anos passei a amar e respeitar muito mais, começam a fazer sentido real. Meus seios aumentados por tanto hormônio se preparam para alimentar o bebê que eu estou gerando. Minha barriga fofinha, que aparenta uma idade gestacional ligeiramente maior que a atual, o guarda e protege. Minhas pernas grossas vão sustentar a maior revolução que já se passou no meu organismo.
Os significados do meu corpo feminino são completamente outros, a despeito dos olhares de aprovação ou estranhamento da família, dos amigos ou de estranhos. Isso é muito libertador! E me leva a pensar que a rudeza da exigência de perfeição só existe quando esvaziamos o corpo de significados.
Alguma hora minha gravidez vai se encerrar com o nascimento do meu filho e vou trabalhar para que meu corpo volte tão próximo de sua forma anterior quanto possível, mas acima de tudo: espero muito não perder esse novo olhar adquirido sobre ele. Porque o jeito como me olho é o mesmo como olho para os corpos de outras mulheres, e todas nós merecemos um pouco mais de respeito. Merecemos um pouco mais de significado.
Até pouco tempo, celebridades - o bode espiatório das delícias e horrores da condição humana - contavam uma história (e apenas uma) assustadora sobre a maternidade: a do corpo que recupera a forma de uma nulípara, com direito a barriga tanquinho, em menos de dois meses. Até que há pouco tempo surgiu Ivete Sangalo e seu baby weight ainda não eliminado nos palcos do país. A classe média, sempre incomodada, sente-se ultrajada; grávidas diversas que povoam sites de gestantes, no entanto, agradecem aliviadas pelo direito, concedido por Ivete, de aparecer rechonchuda em público por um tempo mais longo do que o determinado pelos editores da revista Boa Forma.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Se a gravidez do Gergelim tivesse um Executivo de Relações Públicas, essa pessoa seria seu papai. A maior parte dos amigos que estão a par da barriga ficou sabendo através dele. Nada mais justo que uma coluna do grávido mais orgulhoso do pedaço aqui no Matryoshka! Com vocês...

SER PAI É...

A paternidade é um sentimento que cresce a cada dia. Paralelamente à gravidez da minha mulher, pouco a pouco vou me dando conta de que a coisa é mesmo pra valer. Ver o Gergelim na ultra-sonografia foi uma grande emoção, e pensar que eu tive algo a ver com isso fez com que eu me sentisse o homem mais poderoso do mundo.

É importante que se diga que nós homens também passamos por um turbilhão de emoções ao longo da gravidez e, como li no artigo enviado hoje pelo meu amor, até mesmo desenvolvemos hormônios femininos que nos ajudam a criar melhor o bebê.

(E antes que algum engraçadinho sugira algo, devo dizer que a amamentação, conforme o já previamente combinado, ficará a cargo da mãe. Tenho certeza de que Gergelim me agradecerá por isso no futuro, minhas mamas (especialmente agora, sem malhar) são diminutas e, além do mais, leite com pêlo não deve ser lá muito legal.)

Mas sim, as emoções afloram o tempo todo, um misto de alegria, embevecimento, incredulidade e preocupação que se alternam ao longo do dia. De noite sonho bastante, em especial com diferentes membros da família em situações diversas. A última foi com um dos avôs: nos encontrávamos em Paris em um beco (vai saber...), na frente de um sebo de livros. Eu ficava tentando discutir literatura e ele só ria e me dizia que estava muito feliz.

Todos estão muito derretidos e contentes com essa gravidez e isso, para mim, é uma alegria a mais. Agora... que ninguém se engane: apesar da forte concorrência o troféu de homem mais babão da cidade é meu e ninguém tasca. E tenho dito.

Revoluções por Minuto

Nosso Gergelim está do tamanho de um Tic-Tac, hahahahaha, não é tudo de bom?! Ele também está produzindo cerca de cem novas células cerebrais por hora. Esta semana o sexo está sendo definido; semana que vem já dá pra fazer o exame de sangue que poderá revelá-lo pra gente aqui do lado de fora.
É engraçado como a fase mais desgastante da gravidez (para muitas mulheres) é justamente aquela em que a barriga ainda nem cresceu. É muita fadiga, minha gente. Ontem eu tirei umas três sonecas de mais de uma hora ao longo do dia, e ainda me sentia exausta quando acordada.
A sensação é de que o Gergelim está sugando minha energia vital, para passar da condição de mero embrião para feto; de mero complexo orgânico para humano. É isso que sinto: que estou doando minha humanidade para ele.

7a Semana

A mulher do meu primo - minha prima por tabela - é a única gravidinha que eu conheço. Mais nenhuma amiga está barriguda. Ela mora em Salvador, mas tem sido uma linda e sempre manda notícias. Ela está 7 semanas na frente.
Hoje, ao responder seu e-mail, consegui definir com algum humor a minha condição atual:

Estou parecendo o próprio bebê que vou ter: só como, durmo, faço xixi e
regurgito!

É amigos, foi assim o final de semana inteiro.
A boa notícia é que vai passar, garantem as mães experientes.
A esta altura boa parte dos meus amigos já sabe da gravidez, embora eu tenha guardado segredo. É que o amado não se contém: conta pra qualquer um que ligue pra nossa casa!
Eu queria evitar porque abortos espontâneos são comuns no primeiro trimestre, e ainda estamos na sétima semana. Imagina o baixo-astral que é ter que contar pra todo mundo que não, a gravidez não foi adiante. A boa notícia é que acabei de saber que 97% das gravidezes prosseguem normalmente depois que o ultrassom confirma os batimentos cardíacos saudáveis do embrião. Essa informação está registrada no laudo do ultrassom que fizemos na terça passada, o que me deixa muito, muito feliz!

É lógico que ainda tem muito chão pela frente - muita coisa precisa ser confirmada até termos certeza de que o bebê é totalmente normal. Mas já é incrível saber que os riscos de um aborto espontâneo nessa fase inicial são pequenos.
Essas preocupações preparam a gente para ser mãe. Hoje eu entendo um pouco melhor a minha.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um Bagaço

Acordei inchada, enjoada, quebrada - exausta. O sono foi péssimo, entrecortado por pelo menos quatro idas ao banheiro pra fazer xixi. A dor nos seios dificulta o encontro de posição confortável pra dormir. Imagina quando a barriga crescer.

Bem, ainda não cresceu, e o amado pôde me virar de bruços pra fazer massagem nas minhas costas.

Só o amor alivia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Pai Grávido

É engraçado que, para o homem, sua mulher grávida pareça um baú de mistérios sobre o devir maternal. Ela o é (até para ela mesma), mas o contrário não fica muito atrás. Desde que engravidei, não existe uma só vez em que eu olhe pro amado e não me pergunte, "o que exatamente ele está sentindo?". Como é a gravidez para a metade não grávida do casal?
Por isso, uma das primeiras partes que consultei no "O Que Esperar..." foi a respeito das questões pertinente aos futuros papais. Tanto no matrimônio quanto na maternidade, o homem é colocado não ao lado da noiva/ mãe, mas lá atrás, depois da mãe da noiva, madrinhas, mãe do noivo, avós, avôs, etc. Não o meu. Quero compreender, o máximo possível, como a paternidade está se dando para o amado (embora eu saiba que estou muito mais numa posição de precisar de sua compreensão e apoio do que de compreendê-lo ou apoiá-lo. Ando me sentindo um pouco filha do pai do Gergelim).
Tenho um amigo que engordou vários quilos quando a parceira engravidou. Enjoava igual a ela. O amado, por sua vez, já mencionou estar se sentindo grávido. O maior envolvimento do homem na gravidez da parceira, fenômeno recente nas sociedades ocidentais, explica a Síndrome de Couvade, cuja ocorrência mais impressionante é o aumento em até 20% no nível de prolactina, hormônio tipicamente feminino, na corrente sangüíniea dos futuros papais.
É, meninas: homens grávidos também são cheios de surpresas!

Semelhantes, mas Distantes

O Gergelim já ganhou seus primeiros presentes: um par de sapatinhos da minha mãe, um par de meias, um desses bonecos tipo almofadinha com um ursinho bordado e o livro "O Que Esperar Quando Você Está Esperando", que é tipo o Delamare do século XXI.
Eu adorei o livro. Na verdade aposentei todas as minhas outras leituras e reservei minha mesa de cabeceira só pra ele. Só que o desenho da capa é um verdadeiro terror. É "uma mulher de vinte anos com cara de avó", segundo o amado - uma perspectiva muito deprimente para a grávida contemorânea, vocês hão de concordar. Então resolvi que vou fazer uma colagem de outra grávida em cima do desenho e finalizar com contact transparente. O meu exemplar vai ser personalizado!
Aliás, não tenho conseguido reconhecer o sentimento maternal de grávidas ou mães que eu não conheço pessoalmente. Parece que a grávida não está grávida e que a mãe não tem nenhum vínculo com a criança, e vice-versa. É esquisitíssimo isso. Eu só consigo sentir essa coisa especial em fotos de, ou na presença de, grávidas e mães que eu conheço.
É estranho que (futuras) mães me pareçam tão distantes simplesmente porque eu não sei quem elas são. Afinal, estamos no mesmo barco. Pode ser porque a maternidade ainda é um território muito novo pra mim e eu ainda não tenha recursos para apreender todo seu conteúdo subjetivo, vai saber. Mas acho que com o tempo passa. Se bem me conheço, com o tempo vou estar animadamente puxando papo com a primeira barriguda genérica que dividir o acento de gestantes do ônibus comigo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gergelim, um Abaporu

Tem Carnaval se aproximando. Bloquinho embaixo desse sol, nem pensar: não quero cozinhar o bebê. Fora que o amado já descolou um bailinho noturno, animado por uma banda de glam rock, pra gente ir. Folia roquenrôu? Vou dar essa chance!
Então desencavei meu vestido azul-turqueza bordado com o Abaporu que usei há quatro carnavais atrás. Está novo em folha e ainda me veste bem - maravilha.
Isso me lembrou a história de uma moça que foi apelidada de Tarsila quando ficou grávida, porque seus amigos achavam que o Abaporu se assemelhava a um feto humano.
Então tá resolvido: vou sair de Tarsila do Amaral, com um Abaporu bordado bem no meio da barriga pra fantasiar o outro que está crescendo dentro dela! Será uma homenagem a todas as futuras mamães do mundo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Com Alface

Grávida é triste mesmo: abri um livro novinho e as páginas tinham o cheiro da salada russa do Cervantes.
Salivei.

Primeiro Ultrassom - Repercussão Premium

Divamadre,
Acabei de ler seu post do dia. Primeira foto do nosso Gergela! Amiga, ele é um gergelim-arroz-lentilha que pulsa!!! Gata, auto-faça-se (esta construção é tipo a mesóclise do novo milênio) um carinho na barriga agora por mim. E agora diga baixinho ao nosso Gergela que ele é amado não só na Cidade Maravilhosa, mas tb do lado de cá da Dutra. Glam Auntie ficou toda feliz com a fotinho do seu ultrasom.
Mtos beijos para vc, amado e o já habitual chamego na pança.
Eu precisava compartilhar isso com vocês!

Alô Café Puro Sem Açúcar ou Adoçante, Oi

Tentando superar o sono avassalador que me assalta neste início de tarde de terça-feira dois de fevereiro de dois mil e dez. Vamo que vamo.

Primeira Fotinho


No momento o Gergelim tem 3mm - aproximadamente um grão de arroz. Ele está em algum lugar dentro do círculo vermelho. A mancha preta igual a uma beringela é o saco gestacional, cheio de líquido amniótico.
É bem mais fácil vê-lo durante o ultrassom porque o coraçãozinho dele bate e ele pulsa junto...

A Gênese

Outro dia escutei de uma criança de cinco anos que papai do céu não existe. Ele corrigia o amiguinho explicando que essa história de que a pessoa vai pro céu quando morre é mentira, que na verdade as pessoas são enterradas e acabou.

Então me senti muito, mas muito melhor a respeito do meu próprio ceticismo: se uma criança achava tão lógico e natural a idéia da ausência de criador e de eternidade, eu não era assim uma mulher tão estranha por não crer em deus.

Divina, maior e inexplicável é essa força natural que, a partir de duas células, cria um Big-Bang dentro do útero, originando uma constelação de novos órgãos e sangue e personalidade e reflexos. Para mim, a grande explosão acontece toda vez que um óvulo é fecundado. A vida toma conta de si própria sem ajuda de mais ninguém.
Mas antes de gerar polêmica: o amado é cristão e estamos de pleno acordo que o bebê será batizado. Além disso, eu mesma já elegi dois grandes amigos para realizar um ritual de boas-vindas xamãnico em outra ocasião, que celebre as forças da natureza - é o mais perto do "religioso" que consigo chegar. Embora eu pretenda ser totalmente clara, com orgulho e tranqüilidade, a respeito da minha não-crença tão logo o Gergelim comece a perguntar, penso que ele pertence a todos os que o amam, incluindo suas crenças diversas.

Primeiro Ultrassom

Só não vou mandar um não tem emoção igual porque é claro que tem. Esse ainda é só o começo da gravidez!, imagina o que ainda não vem por aí.

(Que sejam apenas emoções do bem... é tudo o que quero)

Pus-me a chorar imediatamente quando conseguimos ver o Gergelim todo pulando por conta dos batimentos cardíacos: era eu soluçando daqui e o coraçãozinho dele batendo dali.

A felicidade não seria tão plena não fosse o amado, todo papai, segurando minha mão com o sorriso mais lindo do mundo.

Pra completar, o ultrassom foi feito pela super vovó genérica radiologista da nossa família estendida (que é feita de várias outras vovós e vovôs e titios genéricos).

Hoje é dia de Iemanjá e a Iemanjá é o Gergelim, assanhadíssimo num mar de líquido amniótico!

Já já coloco aqui uma imagem do ultrassom.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

6a Semana

Ontem entrei na sexta semana de gravidez. Tecnicamente o Gergelim deixou de ser um gergelim - agora ele tem o tamanho de uma lentilha - mas sabe-se lá se eu e o amado conseguiremos migrar de denominação: talvez continuemos chamando-o de Gergelim.
Que nem quando o filho de uma grande amiga nasceu. Minha amiga apelidou o filho de Frango porque ele nasceu com a pesagem de um frango de supermercado. O moleque cresceu e ela migrou o apelido para Leitão, e depois um apelido normal, ligado ao nome dele. Mas até hoje eu o chamo de Frango (o menino vai fazer oito anos).
Amanhã rola o primeiro ultrassom. Esperamos ver, eu e o amado, o coraçãozinho do Gergelim batendo. Se tudo der certo (esse já é o meu bordão), vai ser mais uma ficha pra cair. Pra me ajudar a realizar que existe um bebê se formando na minha barriga. A mãe vai surgindo a cada um desses passos.
E são passos sem volta. A notícia da gravidez já me colocou irrevogavelmente do outro lado da linha que separa mães de não-mães. Sei que, se esta barriga não vingar, não vou sossegar enquanto não engravidar de novo. Agora que a maternidade me foi despertada num nível tão palpável, passar pela vida sem um filho seria como morar num vácuo.
Esses clichês sobre mães são todos tão certeiros.